Nada acontece do nada, nada acontece por acaso, tudo é fruto de acontecimentos anteriores. Um estopim, um ambiente ideal e situações inúmeras. Pra que um fruto nasça, é preciso que uma semente fértil seja enterrada, o solo esteja úmido. Daí ela forma um pequeno broto que insistirá em romper a película de terra fofa. Um pequeno graveto se desenrola em uma folha onde o fototropismo a fará esticar em direção aos céus enquanto ogeotropismo faz suas raízes crescerem cada vez mais sob o solo buscando cada vez mais seus nutrientes. Seu tronco cresce, se engrossa, suas folhas se multiplicam, seu tronco vai alongando enquanto sua copa cresce e floresce. Agora já é uma árvore adulta, sua sombra gera conforto aos que param e suas flores agora são admiradas por quem passa. Borboletas e pássaros ao tocarem as flores carregam em seu corpo pólens do androceu de uma flor depositando involuntariamente no gineceu de outras fazendo com que se inicie um processo onde aquela bela flor dará espaço a um fruto onde de lá nascerão várias sementes como a primeira que deu origem a esta majesta árvore. Agora inúmeras frutas caem suas sementes concorrem pelo crescimento de uma nova árvore mas sua genitora consome mais do que seus frutos conseguem absorver até que ela começa a falecer... Suas folhas nascem cada vez menos, seu tronco já não sustenta, suas raízes já não tem mais força para agarrá-la ao chão equilibrando todo seu explendor então seu tronco tomba e suas raízes fazem um estrago no solo mostrando que cresceram tanto como sua copa tomando conta de todo o solo agora rasgado por suas entranhas!
Como vimos, esquecemos os frutos e agora estamos admirando o estrago feito por aquilo que não conseguimos observar que acontecia todo o tempo abaixo de nossos pés, até mais próximo do que a beleza sobre nossas cabeças. Mas somos incapazes de olhar além e assim sofremos as consequências de nossa limitação ignorante.
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