quarta-feira, 17 de abril de 2013

Brasa fria

A lenha queimava tímida, entre as rochas que ali a protegiam mas o calor ainda estava presente. As pedras foram retiradas mas o vento não conseguiu acender a chama, o aldeão continua olhando triste para a pilha de madeiras queimadas e não percebia o esforço dos seus companheiros em trazer lenhas de todas as qualidades e tipos. Mas um forasteiro trazia um feixe de lenha amarrada, organizada e vistosa. O sorriso do aldeão abriu vigorosamente, ignorou tudo o que fizeram por ele e jogou toda a lenha do forasteiro em cima da brasa e como se fosse a solução dos seus problemas. O fogo se acendeu e voltou a cozinhar e alimentar todos da aldeia. Mal sabia ele que aquela lenha bonita e vistosa era a mesma que seus companheiros pegaram com tanto esforço, que faria o mesmo efeito. Apenas estava com uma aparência diferente. Mas é melhor ouvir um estranho do que um conhecido...
Assim são as pessoas, assim é o coração...

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